Eu, um Rubro-Negro
Extraordinariamente estou colocando aqui um pouco de reflexão pessoal. Mas acho que tem um pouco de poesia também. Clique em “Read More” pra ler o texto.
Sou apaixonado pelo Flamengo desde Criança. Filho de Botafoguense, sucumbi ao ver que mais da metade da minha família respirava os ares da Gávea. Desde criança, aprendi nomes de suma importância. Nomes como Zico, Dida, Adílio, Andrade, Rondinelli, Júnior, Nunes… Nomes de Divindades, que no ano de 1981, 4 anos antes do meu nascimento, conquistariam o título histórico de campeões do Mundial Interclubes em cima do Liverpool.
Confesso que meu amor pelo Rubro-Negro Carioca era mais comedido quando criança. Torcia pro time, mas não acompanhava os jogos, achava que era tempo que eu podia brincar com os amigos. Nunca neguei o amor dado ao meu time do coração, e sequer pensei em mudar. Minha irmã mais velha, originalmente torcedora do Flamengo, chegou a ser Fluminense. Hoje em dia, é fanática pelo Botafogo, assim como meu pai. E eu mesmo assim, permaneci sólido em minha vocação.
Depois que atingi os 16 anos, é que comecei a ser torcedor ativo. Meu primo, Flamenguista Ativista, foi bem responsável por eu começar a saber a escalação dos times, ir sazonalmente aos jogos ver o Flamengo jogar, além de que eu ganhei meu primeiro Manto Sagrado das mãos do avô paterno dele, aos 14 anos. E entre vitórias resplandescentes e derrotas deprimentes, eis que meu caráter como torcedor foi sendo lapidado.
Com o tempo, conheci os Anti-Flamenguistas, e descobri que enquanto os Rubro-Negros festejavam suas vitórias e faziam a zoeira moleque quando seus rivais perdiam, a “Torcida Contra” tinha que pagar em dobro por fogos de artifício. Uma carga pra usar nos jogos que seus respectivos times venciam, outra pra uma possível eliminação ou derrota do Flamengo. Nesse aprendizado também já tinha visto que existem pseudo-torcedores que, loucos por natureza, acham que Futebol é motivo pra brigar, matar e chacinar. Mas nem isso me afastou das arquibancadas e do amor pelo Time do Coração.
Hoje vi uma eliminação do Flamengo. Uma batalha perdida, um desapontamento. A raiva em ver no time pregos como Egídio e Welinton fazendo mais e mais besteiras, além de lances inacreditáveis de jogadores do calibre de Gonzalo Fierro, Ronaldinho Gaúcho e Negueba. Vi gols lindos saindo dos pés de Thiago Neves, e não acreditei ao ver Felipe tomar dois gols que, no fim, levaram o sonho do Flamengo na Copa do Brasil por água abaixo.
E eis que olho meus Mantos Sagrados. O que ganhei, a primeira que comprei e a que usei hoje pra ver o jogo de hoje. Eis que pego o que usei, o modelo que o Flamengo ganhou o Campeonato Brasileiro de 2009, e resolvo tomar uma atitude que não poderia mais adiar.
Roupa suja se lava em casa, já diria minha finada avó, que era Vascaína. Melhor lavar o Manto, Botá-lo para secar. Campeonato Brasileiro está por vir, ainda tem muito mato para correr, muito lance para torcer, muitas emoções a sentir. E assim, apaixonado sigo. Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo.
Raoni “Change Dragon” Ferreira Gandra, que torce que mais e mais torcedores apaixonados preguem a paz no Futebol.