Poesias na Web

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January 2012

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Aos 16

Dez anos atrás o poeta vive amores

Mulheres belas, provocantes, apaixonantes.

Porém suas 16 primaveras lhe caracterizavam

Tal qual o aviador do Pequeno Príncipe.

É muito novo, é muito criança

É a frase predileta dita por elas. 

Damas zombeteiras e risonhas…

Dez anos se passaram, o Poeta está do lado oposto.

Moças belas, provocantes, na flor da idade,

E como o Aviador, mais uma vez,

O poeta sente o choque da idade.

É muito maduro, é muito Adulto

Diz a jovem atrás de um sorriso cínico

Ah, as mulheres… e nosso amor por elas…

Jan 13, 2012

October 2011

2 posts

Poetry for the Undead Lovers

Come, my sweet zombie,

Eat my flesh, let me be you.

Stir my blood with yours,

Refine my soul into your essence…

Come, my sinful vampire,

Absorb the heat of my blood,

Let my body feel alive again

Let me fly through the darkness.

I feel so alive inside you.

Oct 24, 2011
Fúria

Feitiço, sonho efêmero.

Teus encantos, teus descaminhos.

Meu sangue largado aos meus pés

Sua risada cínica e incólume.

Minhas poesias são lixo aos seus olhos.

Por que me pedes para ser minha musa?

Desejo masoquista, quase soberbo

de uma caprichosa Maria Antonieta.

Canso de sangrar, canso de sofrer,

E do poeta só resta o sorriso amarelo

Sombra do sorriso simpático direcionado a ti.

Seria idiotice dizer que te quero desencarnada,

mas em meus olhos você verá a face da morte.

O fogo do tártaro, por trás do sorriso cínico,

o mesmo que você me entregou antes.

E não será mais meu sangue a banhar o caminho.

Não mais meus sentimentos fraturados.

Apenas suas lágrimas pingando entristecidas,

pelo vazio e solidão à sua volta.

Oct 10, 2011

September 2011

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Controvertial Love

She keeps hanging me

In a pitful manner

She doesn’t seems to care

the love I feel for her

In a blameful way I swallow my pride

And keep trying to be the one

And in a ramp full of thorns I keep rolling

Until the day I finally leave the road

And she sees my blood scathered over the path

and cries for the lost love she has.


Minha primeira poesia escrita em inglês. Que emoção. :D

Sep 19, 2011
Acaso

Acaso, moleque fanfarrão.

Tu destes mais uma de tuas armadilhas.

Em época de corações resistentes e duros,

me pregaste uma peça, me derreteste.

Duas safiras brilhantes envoltas em negros cabelos.

Lábios que desabrocham em flor num sorriso.

Mistérios, histórias, enredos, curiosidade.

Poeta, bicho curioso, infantil detetive.

Sua estrela dança no firmamento.

E sua mente nada pensa além

do calor dos lábios daquela de olhos de safira.

Aug 31, 2011

July 2011

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Platônico Amor

Eu vou sonhar com essa mulher…

Mal-acostumado em ver seu rosto,

Sorriso que me purifica. Olhar que me congela.

Simpatia que me arrebata e me derrete.

Em dias tenebrosos, que ou é morrer, ou morrer,

Ela surge e traz novas energias, recicla.

Em segundos revive os moribundos,

Em milésimos felicita os infelizes.

Por ela eu continuo a viver sorrindo,

com nosso amor platônico correndo

Eu cá, ela lá, nossas vidas paralelas

E nosso encontro ao longe.

Quem disse que para amar alguém, você precise namorar ou casar?

Jul 31, 20111 note

May 2011

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Eu, um Rubro-Negro

Extraordinariamente estou colocando aqui um pouco de reflexão pessoal. Mas acho que tem um pouco de poesia também. Clique em “Read More” pra ler o texto.

Sou apaixonado pelo Flamengo desde Criança. Filho de Botafoguense, sucumbi ao ver que mais da metade da minha família respirava os ares da Gávea. Desde criança, aprendi nomes de suma importância. Nomes como Zico, Dida, Adílio, Andrade, Rondinelli, Júnior, Nunes… Nomes de Divindades, que no ano de 1981, 4 anos antes do meu nascimento, conquistariam o título histórico de campeões do Mundial Interclubes em cima do Liverpool. 

Confesso que meu amor pelo Rubro-Negro Carioca era mais comedido quando criança. Torcia pro time, mas não acompanhava os jogos, achava que era tempo que eu podia brincar com os amigos. Nunca neguei o amor dado ao meu time do coração, e sequer pensei em mudar. Minha irmã mais velha, originalmente torcedora do Flamengo, chegou a ser Fluminense. Hoje em dia, é fanática pelo Botafogo, assim como meu pai. E eu mesmo assim, permaneci sólido em minha vocação.

Depois que atingi os 16 anos, é que comecei a ser torcedor ativo. Meu primo, Flamenguista Ativista, foi bem responsável por eu começar a saber a escalação dos times, ir sazonalmente aos jogos ver o Flamengo jogar, além de que eu ganhei meu primeiro Manto Sagrado das mãos do avô paterno dele, aos 14 anos. E entre vitórias resplandescentes e derrotas deprimentes, eis que meu caráter como torcedor foi sendo lapidado. 

Com o tempo, conheci os Anti-Flamenguistas, e descobri que enquanto os Rubro-Negros festejavam suas vitórias e faziam a zoeira moleque quando seus rivais perdiam, a “Torcida Contra” tinha que pagar em dobro por fogos de artifício. Uma carga pra usar nos jogos que seus respectivos times venciam, outra pra uma possível eliminação ou derrota do Flamengo. Nesse aprendizado também já tinha visto que existem pseudo-torcedores que, loucos por natureza, acham que Futebol é motivo pra brigar, matar e chacinar. Mas nem isso me afastou das arquibancadas e do amor pelo Time do Coração.

Hoje vi uma eliminação do Flamengo. Uma batalha perdida, um desapontamento. A raiva em ver no time pregos como Egídio e Welinton fazendo mais e mais besteiras, além de lances inacreditáveis de jogadores do calibre de Gonzalo Fierro, Ronaldinho Gaúcho e Negueba. Vi gols lindos saindo dos pés de Thiago Neves, e não acreditei ao ver Felipe tomar dois gols que, no fim, levaram o sonho do Flamengo na Copa do Brasil por água abaixo.

E eis que olho meus Mantos Sagrados. O que ganhei, a primeira que comprei e a que usei hoje pra ver o jogo de hoje. Eis que pego o que usei, o modelo que o Flamengo ganhou o Campeonato Brasileiro de 2009, e resolvo tomar uma atitude que não poderia mais adiar. 

Roupa suja se lava em casa, já diria minha finada avó, que era Vascaína. Melhor lavar o Manto, Botá-lo para secar. Campeonato Brasileiro está por vir, ainda tem muito mato para correr, muito lance para torcer, muitas emoções a sentir. E assim, apaixonado sigo. Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo.

Raoni “Change Dragon” Ferreira Gandra, que torce que mais e mais torcedores apaixonados preguem a paz no Futebol.

May 11, 2011
#Textos #Reflexões

April 2011

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Sonho e Paixão

Na noite daquele dia deitei com medo

medo de que eu fechasse os olhos

que tudo desaparecesse,

e que nossos momentos juntos fossem um devaneio.

Nossos momentos juntos foram deliciosos

cada segundo com sorrisos, alguns envergonhados.

Seus olhos hipnotizantes dialogando com os meus

desvendando as intenções que você insistia em esconder.

Nós já sabíamos o que queríamos,

queríamos a nós, queríamos nossos carinhos,

nossos beijos e abraços, nossos afagos.

E as intenções se culminaram no beijo

no delicioso beijo, desabafante

de nossas vontades e desejos

e dos nossos corações pulsantes.

Desperto no alvorecer.

E você está presente.

Apr 14, 20111 note

March 2011

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Sístole, Diástole

Os professores de medicina ensinam
Os processos nossos do coração
Sístole pro coração puxar o sangue
Diástole para o coração bombear o sangue

Eu acordo, Sístole, Diástole, Sístole, Diástole
Penso nela, Sístole, Diástole, Sístole, Diástole
Penso em nós dois juntos, Sístole, Diástole
Sinto saudades dela, Sístole, Diástole.

Como o homem não vive sem a mulher,
é chegada a hora de se reverem
O homem liga para a mulher,
E combinam de se encontrar.

Um beijo, Sístole, Diástole, Sístole Diástole
Mais beijos e amassos, Sístole, Diástole
O calor vai aumentando, Sístole, Diástole
Os amantes vão se entregando, Sístole, Diástole.

Sístole, Diástole, Sístole, Diástole, Sístole, Diástole,
SístoleDiástoleSístoleDiástoleSístoleDiástoleSístole
DiástoleSístoleDiástoleSístoleDiástoleSístoleDiástole
SístolDiástolSístolDiástolSístolDiástolSístolDiástolSís
DiaSisDiaSisDiaSisDiaSisDiaSisDiaSisDiaSisDiaSis….

Sístole. Diástole. Sístole. Diástole. Sístole. Diástole.
Corpos cansados. Corpos felizes, Corpos amados. 

Mar 26, 20111 note

December 2010

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Vício

Me viciei. Sim, sou dependente. 
Dependente da mais brutal droga existente. 
Esta que não é vendida no morro, 
Mas que vive com a gente. 

Este entorpecente é tão forte que 
nada mais me afeta. 
Eu vejo o mundo perfeito 
Sem guerra, só paz. 

Que droga Maldita, ela me consome 
Quero me livrar dela, mas não consigo. 
Até saber que o meu próprio corpo a fabrica. 

Meu Deus, onde vou parar! 
Meu próprio corpo me vicia, 
Ele me exaure, me tonteia e me bambeia 
E nada posso fazer. 

Aí passo a ter ilusões. 
A todo lugar que olho vejo uma dama 
Seja em Homem, Mulher, criança, gato, cachorro 
Tanto faz. 

Aí que eu percebo que nome essa dama tinha e que 
Droga que meu corpo criou. 
Meu Deus! A Dama era minha amada 
E a droga era o amor.

(Poesia meio velhinha, escrita em 2004.)

Dec 28, 2010
Fotógrafa

A poesia dos seus olhos

transcrita em palavras, cores, formas

Num clique de sua objetiva

um momento em película,

preservado para a eternidade

Dec 19, 20101 note

October 2010

17 posts

Verbete: Cinema

Arte que compele à emoção

que une-se à ela quem assiste

tridimensional numa tela 2D,

essa é a sétima arte.

Nascida de planos parados

feita para encantar e fazer mágica

Tornar sonhos possíveis

e mitos plausíveis.

Uma mistura de sons, cores, sabores

força, emoção, aflição, pipoca, refrigerante

duas horas, fruto de mais de 300

trabalho árduo, trabalho dedicado.

Que outra arte há de fazer

o que o cinema nos traz?

Oct 25, 2010
Reflexão

Tenho passado os dias de agora meio triste. Triste por coisas de foro íntimo, mas que tem me chateado nos momentos de ócio. Esse maledeto momento que só é bom quando é produtivo, quando as engrenagens partem em direção ao criativo. Que tristeza não ter a quem falar minha poesia ao pé do ouvido, abraçar carinhosamente e dizer-lhe flores.

Oct 25, 2010
Saudade que aperta

Se um dia eu chegar 
próximo a teu ouvido, 
quero te proferir palavras 
que guardo em meu caderno. 

São palavras carinhosas, 
Palavras emocionadas, 
Todas juntando-se em frases 
aquelas saídas do sentimento. 

Como é ruim estar longe 
de seus cabelos negros e olhos idem, 
Essa vontade louca de acariciar 
sua cabeça deitada em meu colo. 

E eu aqui, soldado em guerra, 
sobrevivendo contra a labuta. 
Essa luta diária pela sobrevivência, 
e a saudade de ti imperando. 

Um dia irei a ti, fazer carinho 
em teu rosto delicado e perene, 
Matar as saudades, esquecer os problemas, 
e me aninhar em seu sorriso.

Oct 25, 2010
Jóia Inestimável

Sensualmente te vi dançando 
numa noite que não estive 
uma luz entre capas negras 
entre a Bruma da noite 
e a luz fria da lua 

Um facho de luz, uma pepita dourada 
algo além do brilho do diamante 
da lâmina mais cortante 
do escudo mais intransponível 

Haveria algo de valor assim, 
Tão inestimável para olhos leigos 
e tão caro que ninguém, 
nem o detentor da maior riqueza, 
pudesse comprar? 

Pois digo a ti, meu amor. 
Nada paga meu sentimento a ti, 
Pois o que há de mais forte e mais valioso 
que o sentimento humano? 
E qual deles, senão o amor, é o mais precioso? 

Se a ti confio meu amor, te confio a maior das jóias 
Mais cara que a coroa do maior rei bretão. 
E a ti, minha ninfa, entôo esta canção. 
Este sátiro perdido, procurando sua musa. 

Oct 25, 2010
Minueto

Como pode o poeta falar da poetisa 
Sem acabar falando de si mesmo? 
Sexos diferentes, gostos diferentes 
Mas manejos semelhantes. 

O poeta, tal qual a poetisa, 
Toureia as palavras, dança com elas. 
quase um baile, quase um espetáculo 
que a quatro mãos se torna imperdível. 

De onde disseram que o sentimento do poeta 
difere do sentimento da poetisa, mente pateta? 
Sentimentos, impulsos… Todos em prol de uma causa 
Da arte das palavras, do encantamento e da beleza. 

Bela é a poetisa, belas são suas palavras 
São música para pobres mentes abandonadas 
Pateta é o poeta, depois de embriagar-se 
nos encantos e toureados da bela poetisa.

Oct 25, 2010
Detalhes Desimportantes

Num pequeno invólucro 
nasceu uma praga, uma bactéria mortal 
uma dor, um rancor, uma mágoa 
tamanho câncer que não cessa. 

Que posso fazer por ti 
para que te sintas melhor? 
Em que posso trabalhar 
para que você não sinta tanta raiva? 

Tua dor me consome e me destrói 
aquela felicidade agora é ofensa 
Antes, felizes e unidos 
agora inimigos em pé de guerra. 

Que poderei fazer pra que detalhes 
coisas tão corriqueiras 
não nos destrua por completo?

Oct 25, 2010
A nova maravilha

Olhando essas flores, essas borboletas… 
pensei agora em você, deitada num campo florido 
respirando fundo o ar puro e cheiroso 
e banhando-se na luz do astro-rei. 

As borboletas te circundam 
como se anunciassem ao mundo 
a maravilha que se estabelecera entre elas. 
É quase uma pintura de um mestre 
uma clássica impressionista. 

Me aproximar de você e dizer que te amo 
é quase impossível sem adimirar a imagem. 
As cores parecem mais vivas em sua presença 
e as árvores a reverenciam com o vento. 

Deito-me do teu lado e tomo a sua mão. 
beijo-a delicadamente, tal qual uma peça rara 
de valor inestimável, assim como ela deve ser vista. 

Seu sorriso consente à minha proposta 
e, abraçados. vemos o crepúsculo 
com seus tons de vermelho e laranja 
traz uma noite estrelada.

Oct 25, 2010
Soneto para a musa

Olhos verdes como o mar do nordeste no verão 
São apenas estrelas na constelação com seu nome 
A mais brilhante no firmamento que inspira 
o poeta apaixonado sentado na relva baixa. 

Ali fica o sonhador a rabiscar 
em seu caderninho de anotações 
Tentando desenhar com palavras 
A beleza e a magnitude de suas estrelas 

Indescritível beleza que extasia 
A constelação faz o poeta ser astronauta 
Apaixonado pela imagem da musa. 

E ele se ergue do chão, segue para o infinito 
vai para o alto e abraça sua amada 
Num lindo alvorecer, onde o sol os coroa.

Oct 25, 2010
Um olhar, duas visões

Gringos e mais Gringos 
festejando no cartão-postal 
a beleza pré - planejada 
de uma maquiada cidade. 

Rosas e garotinhos dominam 
uma cidade sitiada 
por malditos soldados sem farda 
Sem militarismo, banhados em sangue. 

É triste ver quão felizes e quão cegos são 
os turistas que visitam a cidade 
que pegam grandes jipes turísticos 
e vão fazer safári nas favelas. 

Nessas idas e vindas 
que a humanidade se trata como animal 
uma reserva ecológica de miséria 
que os estrangeiros assistem 
tal qual um show de curiosidades. 

Vendo assim a cidade ao longe 
pensa o poeta que é maravilhosa 
mas quando se disse que uma cidade 
se resume ao que se vê nos cartões-postais? 

Maldita cegueira dos estrangeiros 
malditas rosas espinhentas 
Sejam amaldiçoados os garotinhos 
que brincam com a vida de milhões.

Oct 25, 2010
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